NHOQUE DE BANANA ALEGRANDO A SEGUNDA-FEIRA

foto/reprodução www.panelinha.ig.com.br

No dia em que duas bananas da terra – aquelas grandonas – mudaram a minha rotina numa segunda-feira braba e sem graça.

Eu estava com um mau humor de fazer Pedro de Lara – antigo jurado do Programa do Silvio Santos conhecido por ser rabugento – parecer simpático. Qualquer contato com o mundo externo era motivo para eu acionar – no imaginário – um míssil com capacidade para destruir pelos menos três regiões do país. Apesar de toda essa incorporação do espírito das trevas, não desviei do meu objetivo – quase que diário – de colocar em prática alguma receita culinária acreditando no seu poder de transformação independente do resultado e sabor. O importante é o preparo, mesmo que saia errado. A investigação do alimento.

O livro Cooked (2013), de Michael Pollan, tem me influenciado muito nessa minha nova seita: cozinhar para relaxar e se alimentar melhor. Hoje, mais uma vez, escolhi um prato da chef Rita Lobo que há tempos eu queria testar: nhoque de banana, que além da fruta, precisa apenas de queijo Minas Padrão, maisena, sal, pimenta do reino, e couve rústica para acompanhar, e só! (calma, a receita está ao final).

Assisti ao vídeo com os ensinamentos umas três vezes para incorporar direitinho o passo a passo. Lá estava eu – com menos mau humor – suando a camisa ao mexer sem parar, na panela, a massa obtida a partir da banana cozida.  Há um ano essa cena seria bem improvável.

Tudo estava indo bem, acrescentei à mistura a maisena dissolvida na água, mexo desesperadamente até tudo se transformar no grude esperado com a surpresa da aparição de umas bolinhas brancas de maisena que não se dissolveram direito. Já fiquei chateada. Declarei derrota. Já queria jogar tudo fora. Não estava igualzinho ao ponto da receita original.  Mas segui até o fim mesmo que fosse para errar tudo.

Esperei a massa esfriar um pouco e fiz as bolinhas de nhoque seguindo o restante dos passos da chef e… Não é que deu certo!

Aqui não é um espaço para se gabar da perfeição com pratos dignos de foto, pelo contrário, os pratos fracassados – sem filtro – são bem vindos sempre. Mas hoje, depois de todo aquele mau humor, terminar a noite acertando no sabor e textura de um nhoque de banana acompanhado de couve rústica não é nada mau.

Confesso, fui capaz até de sorrir e dar aqueles mini socos no ar seguido de repetidos Yes!, Yes!, Yes! E o melhor, fugi da rotina que poderia arruinar de vez o meu dia: jantar arroz, feijão e uma proteína. Bem típico. Bem sem surpresa. Bem motivo para se matar. Mas fui salva pelas bananas  #chupasegundafeira.

A receita que inspirou essa crônica culinária foi retirada no site Panelinha, da Chef Rita Lobo. Dê uma banana para o tédio da segunda feira e divirta-se com essa sugestão. Depois me conte tudo – dando certo ou errado.

Ingredientes

2 bananas-da-terra
3 fatias de bacon
8 folhas de couve
1/2 xícara (chá) de amido de milho
1/4 xícara (chá) de água
1/2 xícara (chá) de queijo meia-cura ralado fino
6 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média).

2. Enquanto isso, forre um prato com duas camadas de papel-toalha. Distribua as fatias de bacon sobre o papel, uma ao lado da outra, sem encostar. Cubra com mais duas camadas de papel-toalha e leve ao micro-ondas por 2 minutos, em potência alta. Retire e verifique: se o bacon ainda não estiver dourado, leve para rodar por mais 30 segundos. Retire as folhas do prato para as fatias não grudarem no papel ao esfriar. Reserve.

3. Lave e seque as folhas de couve. Retire e despreze o talo central de cada folha. Rasgue com as mãos para formar pedaços médios, do tamanho de folhas de espinafre. Reserve.

4. Coloque as bananas com a casca numa assadeira e leve ao forno preaquecido para assar por cerca de 15 minutos, até que a casca fique bem escura e o interior macio – espete com um garfo para verificar o ponto da banana (o tempo varia de acordo com a maturação). Retire do forno e reserve.

5. Quando o bacon esfriar, pique fininho com a faca ou soque no pilão, até formar uma farofa. (Você também pode usar essa farofinha em saladas, sopas e macarrão!)

6. Assim que as bananas esfriarem, corte cada uma ao meio e retire a polpa com uma colher. Transfira para uma panela média. Bata com o mixer, até formar um creme liso (se preferir, amasse com um garfo).

7. Numa tigelinha, misture o amido de milho com a água, até dissolver. Junte ao creme de banana e leve ao fogo médio para cozinhar por cerca de 5 minutos, sem parar de mexer, até soltar do fundo. Tempere com sal e pimenta-do-reino, junte o queijo e misture bem.

8. Transfira a massa pronta para uma tigela e deixe esfriar até conseguir manusear. Com as mãos, retire uma porção e faça rolinhos de cerca de 1 cm de diâmetro. Corte essas cobrinhas na diagonal, a cada 2 cm, para formar os nhoques. Repita com toda a massa.

9. Leve uma frigideira grande, de preferência antiaderente, ao fogo médio. Quando aquecer, regue com 2 colheres (sopa) de azeite e junte metade dos nhoques. Deixe dourar por cerca de 1 a 2 minutos de cada lado e transfira para um prato. Repita com a massa restante.

10. Regue com mais 2 colheres (sopa) de azeite e refogue as folhas de couve até chamuscar levemente as bordas. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Volte os nhoques para a frigideira, misture com a couve e transfira para dois pratos. Salpique cada porção de nhoque com a farofinha de bacon crocante e sirva a seguir.

 

 

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