FILA DE MERCADO ME DÁ VONTADE DE CHORAR

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Foto/reprodução google

Tem duas etapas que englobam o ato de cozinhar que eu tenho vontade de sair ‘para comprar cigarro’ e não voltar nunca mais. São elas: lavar a louça e fazer supermercado. Este último, para mim, é um suplício sem tamanho, apesar de saber da importância de escolher cada ingrediente do meu prato.

São idosos, jovens, homens, mulheres, baixos, gordos, pobres, ricos, ateus, homens-bomba, dinossauros e ETs, todos disputando os estreitos e mal projetados corredores de alimentos dos supermercados. Você para um segundinho em frente às prateleiras para comparar os preços e analisar os produtos e é interrompido, pelo menos mil e duzentas e trinta cinco vezes com as expressões ‘Dá licença’, ‘Posso passar, por favor, ‘Pega para mim, obrigada’, ‘Ops, desculpa’ (carrinho atropelando seu pé). É quase que uma gincana para ver quem alcança os alimentos primeiro e sai correndo.

Depois dessa pavorosa etapa vem a prova de resistência: as filas demoraaaaaadas. E não adianta rezar, a sua fila será a mais arrastada sempre, não tem jeito. É lei.  Acho que o primeiro registro de ansiedade catalogado no mundo foi de alguém parado em uma fila de qualquer coisa. Quem frequenta fila feliz?, acho que só a minha vó – a diferentona. Eu tenho todos os ataques de pânicos do mundo quando estou imóvel nesse engarrafamento humano. Por muitas vezes eu desisto das compras. É triste, eu sei.  Por isso está lançada a campanha: procura-se um ‘personal fila’ com urgência.

Já a função de lavar a louça, em mim, causa o mesmo incômodo que a fila:  ansiedade por estar fixa em um lugar (eu sei, preciso tratar isso).  Fazer os mesmos movimentos – de ensaboar e enxaguar as louças – duas vezes seguidas matam algumas células vitais do meu corpo e invocam alguns espíritos do mal. E pior, todo seu esforço não tem mérito nenhum e dura apenas alguns segundos, tipo castelo de areia que depois de pronto é destruído por uma onda do mar, sabe? . Preciso evoluir muito ainda para ter paciência na execução desse ofício.

Por tudo isso, fica aqui o meu respeito a quem não usa tarja preta antes de encarar uma pia de louças sujas ou o de enfrentar os supermercados das grandes cidades, sempre entupidos de gente.  #Dedico.

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