BRIGADEIRO FIT – RUTH E RAQUEL

Numa quinta-feira de inverno resolvo experimentar o brigadeiro de biomassa de banana verde. Não tenho nenhuma restrição alimentar ou problema de saúde que me impeça de comer o brigadeiro tradicional. Mas a curiosidade é quem me impulsiona a testar essas receitas consideradas supersaudáveis e curiosamente uma delícia.

Em todas as versões pesquisadas na internet tem alguém provando o doce e soltando um sonoro  ‘hummmm’ acompanhado dos comentários: ‘É igualzinho ao original’; ‘Se não for igual é muito semelhante’; ‘Engana tranquilamente’. Achava pouco provável um leite condensado ser substituído tão facilmente por uma biomassa de banana verde (que nada mais é do que uma banana cozida), mas poderia estar enganada.

De qualquer forma, eu precisava honrar o brigadeiro. Afinal, ele é o mais amado nas festas infantis e um super parceiro nos momentos de crise na fase adulta. Quantas vezes uma panela cheia da guloseima, devorada a colheradas, não acalentou nossos corações? Se ele fosse uma pessoa diria: ‘respeita a minha história’.

Devaneios à parte, eu escolhi uma das milhares de receitas disponíveis na internet e comecei os trabalhos (receita ao final da página). O preparo é bem simples, como no doce original: mistura tudo na panela até dar o ponto e por último acrescenta a biomassa de banana verde. A consistência estava idêntica e o aroma convidativo. Comecei a esmorecer o coração e a acreditar no sucesso.  Levemente empolgada, esperei a massa esfriar para enrolar e ficar assim: lindo, pomposo e magro.

Brigadeiro fit Ruth e Raquel

Perfeito, né? É nessa hora que a gente prova e solta o ‘Hummmm’ e foi o que eu fiz, substituindo o ‘Hummmm’ por “arrrrgggggh que coisa ruim” (cospe, cospe, cospe).

Seguindo essa receita o sabor ficou muuuuito amargo e estranho.  É como se o brigadeiro original fosse a Ruth e esse outro a Raquel: são idênticos por fora, mas por dentro…. Nesse caso, no melhor estilo Tonho da Lua,  eu digo “ Euuu goooosto ééé da Ruthinha”

Ainda amargando o fundo da língua, eu penso: se não há nenhuma proibição por parte dos médicos, prefira o ‘brigadeiro Ruthinha’. Mas se for o caso de restrição total de doces na alimentação, melhor comer uma mexerica bem suculenta.

A minha experiência  com esses ingredientes foi essa, e a sua? Encontrou uma versão menos “arrrgg’.   A receita que originou este post foi retirada do site M de Mulher.                  Boa sorte

Ingredientes

1 copo de leite
· 2 colheres (sopa) de chocolate 70% cacau
· 1 colher (sopa) de farinha de maracujá
· ½ xícara (chá) de biomassa de banana verde
· Confeito para decorar (granulado, chocolate picado, coco ralado, lascas de amêndoas ou de castanha-do-Pará)

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes numa panela, exceto a biomassa. Mexendo sempre, mantenha a mistura em fogo médio até começar a soltar do fundo da panela. Acrescente a biomassa, misture e desligue a chama. Espere esfriar e leve ao congelador por aproximadamente três horas. Retire, faça bolinhas e passe no confeito para decorar.

 

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